Autoria da foto: Luis Osete
É o título da minha proposta de pesquisa no Doutorado em Educação do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd/Uerj).
O meu projeto surge para contrariar a dupla negação constatada por Stela Caputo (2018): a que considera os cotidianos como lugares de reprodução de saberes menores e a que invisibiliza as crianças no campo de pesquisa, negando-as a oportunidade de contribuir com o conhecimento científico.
A partir da inversão dessa lógica acadêmica dominante, a pesquisa que aqui se esboça está ancorada nas possibilidades abertas pela Fotoetnografia Miúda, uma cosmopercerção que aciona todos os sentidos para a produção dialógica com crianças de imagens (estáticas ou em movimento) desestabilizadoras.
Ao intercambiar as noções de redes educativas (ALVES, 2008) e cultura de pares (CORSARO, 2011), terreirizando a espisteme nas interlocuções, a Fotoetnografia Miúda tem a potência geradora de contribuir na compreensão e na elaboração de tessituras audiovisuais em mergulhos etnográficos com crianças.
No caso desta pesquisa, a força semeadora de produzir novas correntezas na Fotoetnografia Miúda será elaborada na interlocução com crianças que habitam as margens multicores do rio São Francisco.