segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Lendas do Velho Chico


O Nego D'água. Foto: Luis Osete.  

No universo das lendas ribeirinhas, que alimentam o imaginário local de histórias eivadas de lições morais, ensinamentos e modelações de condutas e vivências, a tradição oral mostra ainda a sua força inexorável. 

Entre os seres que mais se destacam nos territórios aqui evidenciados, estão: 

O Nego D’água, representado como um homem negro, careca e com mãos e pés de pato, que, quando contrariado, derruba a canoa dos pescadores, fura redes de pesca e assusta as pessoas; 

O Minhocão, um enorme surubim sem barbatanas, também responsabilizado pelos naufrágios de barcas, ataques e até mesmo o sumiço de pescadores e viajantes; 

A Mãe D’água ou Iara, metade mulher e metade peixe, que vem à tona à meia-noite, quando o rio dorme, para pentear seus longos cabelos em alguma barca disponível. 

Todos esses seres necessitam de oferendas para manter o rio em equilíbrio e garantir a continuidade da vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diário das Águas: inundação de sensibilidades

"Escrever é mariscar palavras-peixes que beliscam nosso anzol", escreve Gabriela Romeu no posfácio do livro Diário das Águas, de s...