No universo das lendas ribeirinhas, que alimentam o imaginário local de histórias eivadas de lições morais, ensinamentos e modelações de condutas e vivências, a tradição oral mostra ainda a sua força inexorável.
Entre os seres que mais se destacam nos territórios aqui evidenciados, estão:
O Nego D’água, representado como um homem negro, careca e com mãos e pés de pato, que, quando contrariado, derruba a canoa dos pescadores, fura redes de pesca e assusta as pessoas;
O Minhocão, um enorme surubim sem barbatanas, também responsabilizado pelos naufrágios de barcas, ataques e até mesmo o sumiço de pescadores e viajantes;
A Mãe D’água ou Iara, metade mulher e metade peixe, que vem à tona à meia-noite, quando o rio dorme, para pentear seus longos cabelos em alguma barca disponível.
Todos esses seres necessitam de oferendas para manter o rio em equilíbrio e garantir a continuidade da vida.

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