Buscar as fontes é o que nos cabe para inventar caminhos possíveis e pousar livre em qualquer tempo nos lírios ou nas pedras, como anuncia o poeta mato-grossense Manoel de Barros. A aparente contradição de sua invenção de memórias, isto é, de duas buscas que sinalizam, ao mesmo tempo, o futuro e o passado é uma inspiração para a pesquisa que pretendo desenvolver. Isso porque problematiza o lugar da memória, que transcende o marco cronológico e passa a instaurar uma temporalidade não numerável nem sucessiva, mas intensiva e qualitativa, com abertura às formas de vida que não estão sendo afirmadas no mundo que habitamos. As memórias inventadas da infância de Manoel de Barros, e o conjunto de sua obra, são uma das fontes que abastecem esta pesquisa.
Espaço destinado ao compartilhamento de riscos, rastros e rabiscos da pesquisa "As quatro estações das infâncias ribeirinhas: Como produzir audiovisualidades em mergulhos etnográficos com crianças?", conduzida por Luis Osete sob orientação da professora Stela Guedes Caputo no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd/Uerj).
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
Manoel de Barros: inspiração poética desta pesquisa
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